sábado, 18 de outubro de 2008

TAI CHIN CHUAN

O Tai Chi Chuan (em chinês: 太極拳 pinyin: Taiji Quan) é uma arte marcial interna chinesa, categoria nomeada em chinês de neijia (內家).
Este estilo de arte marcial é reconhecido também como uma forma de meditação em movimento. Os princípios filosóficos do Tai Chi Chuan remetem ao Taoísmo e à Alquimia Chinesa. A relação de Yin e Yang, os Cinco Elementos, o Ba Gua (Oito Trigramas), o Livro das Mutações (I Ching) e o Tao Te Ching de Lao Zi são algumas das principais referências para a compreensão de seus fundamentos.
Os textos clássicos do Tai Chi Chuan escritos pelos mestres orientam a:
Vencer o movimento através da quietude (Yi Jing Zhi Dong) 以靜制動
Vencer a dureza através da suavidade (Yi Rou Ke Gang) 以柔克剛
Vencer o rápido através do lento (Yi Man Sheng Kuai) 以慢勝快
Apesar de ter suas raízes na antiga China, o Tai Chi Chuan é atualmente uma arte praticada em todo o mundo. É apreciado no ocidente especialmente por sua relação com a meditação e com a promoção da saúde, oferecendo aos que vivem no ritmo veloz das grandes cidades uma referência de tranquilidade e equilíbrio.
Os criadores do Tai Chi Chuan basearam sua arte na observação da Natureza - não apenas na observação dos animais, mas no estudo dos princípios da interação entre os diversos elementos naturais.
Como somos parte desta natureza, o conhecimento destes princípios e de como atuam dentro de nós, estudados pela Medicina Tradicional Chinesa, revelam o Tai Chi como uma fonte efetiva de energia que encontra-se em nosso interior, situada na região do corpo nomeada pelos chineses de Dantian Médio.
Índice[esconder]
1 Tradução do termo Tai Chi Chuan
2 Estilos
3 As treze posturas fundamentais
4 Os dez princípios essenciais
5 Arte marcial ou prática para a saúde?
5.1 Árvore genealógica das linhagens
6 No Brasil
7 Bibliografia
8 Ver também
9 Ligações externas
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[editar] Tradução do termo Tai Chi Chuan
Os ideogramas que compõe a palavra Tai Chi Chuan significam:
太, Tai significa "o maior", "o mais alto", originalmente se referia à parte mais alta do telhado - "cumeeira"
極 (ou 极, em chinês simplificado), Chi (ou Ji) significa "supremo", "absoluto"
拳, Chuan (ou Quan) significa Punho, aqui simbolizando "soco", "luta à mãos livres" (desarmadas), "boxe"
Portanto, algumas das possíveis traduções literais de Tai Chi Chuan são: "Punho da Suprema Cumeeira", "Punho do Limite Supremo" ou simplesmente "Punho do Tai Chi". Como cada ideograma pode ter mais de um sentido, há outras formas de traduzir o termo além destas.
No Taoísmo, onde o Tai Chi Chuan teve sua origem, a "Suprema Cumeeira", ou "Limite Absoluto" tem a conotação filosófica de "Elevação", "Sublimação", "Purificação", resultante, entre outras, do desenvolvimento de um mecanismo de defesa emocional pelo qual tendências ou sentimentos inferiores se transformam em outros que não o sejam.
O Tai Chi também simboliza o "Cosmos" e a interação, dos princípios energéticos Yin e Yang, em constante mutação, sendo conhecida a sua representação pelo Tai Chi Tu (Diagrama do Tai Chi), mais conhecido no Ocidente como o "Símbolo do Yin-Yang".

[editar] Estilos

A arte do Tai Chi Chuan é praticada atualmente em escala mundial
Encontramos diversas versões a respeito do surgimento desta arte. Uma delas, imersa em lendas, atribui o seu desenvolvimento ao mestre Zhang San Feng (1247-?), monge taoísta associado aos templos das montanhas Wudang, consideradas por diversos historiadores o berço dos estilos internos das artes marciais chinesas. Praticantes de diversos estilos de Tai Chi Chuan creditam a ele a criação desta arte.
Documentos históricos consideram o general chinês Chen Wang Ting (1600-1680) o criador do estilo Chen de Tai Chi, que ganhou grande projeção e está na raiz da origem dos estilos praticados pelas outras linhagens/famílias.
São cinco os estilos de Tai Chi Chuan reconhecidos como tradicionais pela comunidade internacional, cada um deles recebeu o nome da família chinesa que o ensina (ou ensinava). Todos seguem os mesmos princípios teóricos básicos, mas diferem pela abordagem dada ao treinamento.
Por ordem cronológica:
Tai Chi Chuan estilo Chen (陳氏)
Tai Chi Chuan estilo Yang (楊氏)
Tai Chi Chuan estilo Wu/Hao (武氏)
Tai Chi Chuan estilo Wu (吳氏)
Tai Chi Chuan estilo Sun (孫氏)
Ordenados por sua popularidade, considerando o número de praticantes, teríamos: Yang, Wu, Chen, Sun e Wu/Hao.
Atualmente encontramos referências a diversos outros estilos. Alguns deles são estilos hibridos ou derivados destes cinco estilos mais famosos. Outros alegam ter sido praticados em segredo dentro de outras famílias ou em monastérios a partir das referências milenares taoístas que deram origem a esta prática, tornando-se de conhecimento aberto ao público há menos tempo.
Entre estes exemplos se inclui o estilo Wudang, referência ampla à prática de Tai Chi Chuan realizada ainda hoje nos templos da montanha de Wudang (não confundir com o estilo contemporâneo que tomou para si o nome de Tai Chi Chuan de Wudang).
Há também o que poderíamos chamar de Tai Chi Chuan estilo de Pequim, composto por Formas padronizadas pelo Governo Chinês, através do Comitê Nacional de Esportes da China, desenvolvidas exclusivamente para fins terapêuticos e esportivos. Hoje em dia muito popular não apenas na China mas em todo o mundo.

[editar] As treze posturas fundamentais
Enquanto arte marcial, o Tai Chi Chuan se baseia em treze conceitos fundamentais (Shi San Shi 十三势). Estas posturas/movimentos podem ser reconhecidos nas diversas formas praticadas pelos diferentes estilos. Cada escola interpreta estes conceitos com pequenas variações. São conhecidas como As Oito Portas e os Cinco Passos 八門 五步, em chinês são denominadas: Peng, Lu, Ji, An, Cai, Lie, Zhou, Cao, Jin, Tui, Gu, Pan e Ding.
As Oito Portas' (Bā mén) se associam às oito direções representadas pelos oito trigramas do Pa Kua (py bā guà 八卦), elementos básicos na constituição do I Ching (py Yijing 易经 ).
Os quatro lados (Si zheng 四正)
Péng 掤 (aparar
Lǜ 履 (desviar)
Jǐ 擠 (pressionar)
Àn 按 (empurrar)
Os quatro cantos (Si yu 四隅)
Cǎi 採 (colher e puxar)
Liè 挒 (colher e quebrar)
Zhǒu 肘 (golpe de cotovelo)
Kào 靠 (golpe de ombro)
Os cinco passos (Wǔ bù) 五步 podem ser relacionados aos Cinco Elementos cósmicos (五行 py wǔ xíng) que fundamentam a medicina tradicional chinesa: madeira, fogo, terra, metal e água (木, 火, 土, 金, 水).
Jìn bù 進步 (avançar)
Tùi bù 退步 (recuar)
Zǔo gù 左顧 (olhar à esquerda)
Yòu pàn 右盼 (olhar à direita)
Zhōng dìng 中定 (equilíbrio central)

[editar] Os dez princípios essenciais
Conforme Yang Chengfu:
Suspender a cabeça pelo topo com leveza e sensibilidade [Xu Ling Ding Jin]
Esvaziar o peito [Han Xiong] e alongar as costas [Ba Bei]
Relaxar a cintura [Song Yao]
Distinguir entre o cheio e o vazio [Fen Xu Xhi]
Relaxar os ombros [Chen Jia] e soltar os cotovelos [Zhui Zhou]
Usar a mente e não a força muscular [Yong Yi Bu Yong Li]
Interligar os movimentos da parte superior e inferior do corpo [Shang Xia Xiang Sui]
Unir o interior e o exterior [Nei Wai Ziang He]
Mover-se com continuidade, sem rupturas [Xiang Liau Bu Duau]
Buscar a quietude dentro do movimento [Dong Zhing Qiu Jing]

[editar] Arte marcial ou prática para a saúde?

Diagrama do Tai Chi
O Tai Chi Chuan já foi empregado na antiguidade como uma forma avançada e eficaz de combate: a função de guarda costas foi exercida por diversos praticantes da família Chen; instrutores da família Yang deram aulas para a guarda imperial e posteriormente para o exercíto republicano chinês. Sua aplicação como arte marcial acontece através do uso de movimentos circulares e contínuos que acompanham e complementam os movimentos do adversário de um modo similar ao ilustrado pelo símbolo do Tai Chi.
Ao definir o Wushu (o termo chinês para arte marcial), Jet Li, famoso artista marcial e ator, comenta que: Com o advento da tecnologia você tem armas, canhões, bombas nucleares e outras armas avançadas. Aprender wushu não serve mais ao objetivo de lutar corpo a corpo contra tigres, invasores etc.. Hoje, se você mata ou aleija alguém com um movimento impressionante de wushu aprendido com dez anos de um programa intensivo de treinamento, isso não vai te ajudar a sobreviver. A polícia vai te prender por assassinato, a sociedade vai te rejeitar, e a coisa toda teria sido feita muito mais rapidamente puxando o gatilho de uma pistola com um silenciador. Agora, a sociedade valoriza a prática e exibição do wushu de formas diferentes. Ele conclui dizendo que, na sua opinião, a melhor razão de todas para realizar estas práticas: é que ele permite que a pessoa exercite o seu corpo e melhore a sua saúde.
(nota: a origem destas citações é o Artigo DEFINIÇÃO DE WUSHU por Jet Li (disponível em inglês em www.jetli.com), conforme a tradução disponível no Portal do Kung Fu - link abaixo, entre as páginas externas)
O próprio símbolo do yin/yang, conhecido também como diagrama do Tai Chi, é a melhor metáfora para refletir sobre quaisquer posturas que se apresentem como polos opostos em uma discussão.
Este símbolo mostra a interação dos opostos e como um interage, define e amplia o significado do outro. A prática do Tai Chi Chuan focada na questão marcial e a prática focada na questão da saúde podem ser vistas como estes polos extremos, para que o treinamento seja efetivo é necessária a presença destes dois aspectos.

Prática de Tai Chi Chuan com Leque.
A adequação da proporção entre estes dois aspectos dentro do trabalho realizado por um instrutor com um grupo específico depende da formação do instrutor segundo uma escola que enfatize mais um ou outro aspecto, da visão pessoal do instrutor sobre a prática e das necessidades específicas do grupo de alunos com que trabalha (um grupo de adolescentes e um grupo de terceira idade naturalmente necessitam de propostas distintas).
Sabendo isto, é importante que o interessado em praticar Tai Chi Chuan converse com os responsáveis pela orientação de seu grupo para descobrir como são abordados os diferentes aspectos pertinentes a esta prática, como: a auto defesa; o treinamento para a saúde; o equilíbrio dos aspectos fisícos, emocionais, mentais e espirituais. verificando se estas posturas correspondem às suas espectativas em relação à prática.

[editar] Árvore genealógica das linhagensPersonagens lendárias

Zhang Sanfeng*
aproximadamente século XII
NEI CHIA

Wang Zongyue*
TAI CHI CHUAN

Os cinco estilos familiares tradicionais mais conhecidos

Chen Wangting
1600-1680 9ª geração Chen
ESTILO CHEN

+-------------------------------------------------------------------+

Chen Changxing Chen Youben
1771-1853 14ª geração Chen circa 1800s 14ª geração Chen
Chen Old Frame Chen New Frame

Yang Luchan Chen Qingping
1799-1872 1795-1868
ESTILO YANG Chen Small Frame, Zhao Bao Frame

+---------------------------------+-----------------------------+

Yang Banhou Yang Jianhou Wu Yu-hsiang
1837-1892 1839-1917 1812-1880
Yang Small Frame ESTILO WU/HAO
+-----------------+

Wu Chuan-yü Yang Shaohou Yang Chengfu Li I-yü
1834-1902 1862-1930 1883-1936 1832-1892
Yang Small Frame Yang Big Frame
Wu Chien-chuan Hao Wei-chen
1870-1942 Yang Shouchung 1849-1920
ESTILO WU 1910-1985
108 Form
Sun Lutang
Wu Kung-i 1861-1932
1900-1970 ESTILO SUN

Wu Ta-kuei Sun Tsun-chou
1923-1970 1893-1963
FORMAS MODERNAS Chinese Sports Commission (Comissão de Esportes Chinesa)
1956
Forma de Beijing
.
Cheng Man-ching (1901-1975) Forma Curta (37)
.
Notas sobre a tabela
A indicação “personagens quase lendários” significa aqui que a sua participação na linhagem, embora aceito pela maioria dos estilos, não tem como ser verificada a partir de registros historicos conhecidos de forma independente (o que não significa que não tenham existido).
As formas curtas de Cheng Man-ching e da Chinese Sports Commission, embora se proclamem derivadas das formas da família Yang, não são reconhecidas como Tai Chi Chuan estilo Yang pelos atuais professores desta família.
As famílias Chen, Yang e Wu atualmente promovem para o uso em competições suas próprias formas curtas para demonstração.

[editar] No Brasil
No Brasil a divulgação da prática do Tai Chi Chuan teve seu início na década de 1960 em São Paulo e no Rio de Janeiro, capitais que contam com a presença de um grande número de chineses.
Podemos destacar entre estes mestres chineses,pioneiros e descendentes de linhagem tradicional em São Paulo: Wang Te Cheng, Wong Seung Kueng, Liu Pai Lin, Chan Kowk Wai , Chen Guo Suo, Lo Siu Chung, Li Wing Kay , Lope Chiu Ping Lok,Leonardo Liu,no Rio de Janeiro: Hu Hsin Shan, Wu Chao Hsiang e Wu Jyh Cherng.
Diversos alunos brasileiros destes mestres têm se destacado no ensino dessa arte, sendo responsáveis pela publicação de diversos livros, revistas e artigos científicos. Entre outros podem ser citados: Roque Henrique Severino, Marco Natali, Mestre Rubens Pinheiro (IPKF),Nilson Carvalho, Maria Lúcia Lee, Mestre Bene, Silvio Kato, Cleber F. L. de Souza, Venceslau Cardoso de Oliveira (Mestre Lau), Marcos Vinicios Almeida e Elizabeth Saldanha.
Linhagens dos mestres que introduziram a arte no Brasil * a partir de Wu Kung-i
ESTILO WU

Wong Seung Kueng (Academia Wong de Tai Chi Chuan)
(Ensina em Hong-Kong 1952-1959)
(Ensina em São Paulo desde 1959)

* a partir do ESTILO YANG de
Yang Banhou Yang Jianhou
1837-1892 1839-1917

+--------------+--------------+ * a partir de
Sun Lutang
Li JingLin 1861-1932
1884-1931 ESTILO SUN

+-------------------------+-----------------+

Ku Yu Cheong

Yim Sheung Mo

Chan Kowk Wai
(no Brasil desde 1960)
+------------------------------------------------------------+
* a partir de Yang Chengfu
ESTILO YANG

+--------------+--------------+------------------------------+

Cheng Man Ting
Liu Pai Lin Hu Hsin Shan
1908-2000
Li Yu Man----Liu Zhong Ping Tai Chi Pai Lin (108) e (37)
1907-1998 1910-2001

Leonardo Liu
1975

[editar] Bibliografia
CARVALHO, Nilson; Exercícios de Saúde Física, Mental e Técnica Marcial; São Paulo: Ed.Escala, 2003.
CHENG, Wu-jyh; Tai Chi Chuan: A Alquimia do Movimento; Rio de Janeiro (Brasil); Editora Objetivo; 1989.
DESPEUX, Catherine; [Taiji Quan: Art martial - Technique de longue vie] Tai Chi Chuan: Arte marcial - Técnica de longa vida; São Paulo (Brasil); Editora Pensamento; [1981] 1987.
HUANG, Al Chung-liang; [Embrace Tiger, Return to Mountain - The Essence of T'ai Chi] Expansão e Recolhimento - A Essência do Tai Chi; São Paulo (Brasil): Summus Editoral; [1981] 1987.
LIAO, Way Sun Clássicos do T'ai Chi; Tradução e comentários; São Paulo (Brasil): Ed. Pensamento, 1990.
LIU, Da. Tai Chi Chuan e I Ching. 10.ed. São Paulo: Pensamento, 1997.
LIU, Da. Tai Chi Chuan e meditação. 10.ed. São Paulo: Pensamento, 1995.
NATALI, Marcos. Técnicas básicas do Tai Chi Chuan. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1988.
KIT, Wong K. O livro completo do Tai Chi Chuan. 9. ed. São Paulo: Pensamento, 1996.
LEE, Maria Lucia; Tai Chi Chuan: Movimento, Saúde, Longevidade; São Paulo (Brasil): Tapiri Vídeo; 1989. (Vídeo)

[editar] Ver também
Clássicos do Tai Chi Chuan
Dia Mundial do Tai Chi Chuan e do Chi Kung
Tai Chi Chuan de Wudang
Tai Chi Chuan estilo Li
Tai Chi Pai Lin
Tai Chi Chuan estilo de Pequim

[editar] Ligações externas
Benefícios do tai chi chuan em idosos - resume resultados de pesquisa de artigos publicados entre 1989 e 2002
33 Dicas para práticar Tai Chi Chuan
"Como encontrar um otimo professor", artigo de Roque E. Severino.
Tai Chi Chuan
Vídeo sobre o Tai Chi Chuan na China atual (Discovery).

SIMBOLOGIA DA DANÇA DO VENTRE

Simbologia e Movimentos da Dança do Ventre
Contributed by DAMBALLAH TRIBAL
quarta, 06 fevereiro 2008
Last Updated terça, 18 março 2008
SIMBOLOGIA
A CABEÇA: desloca-se como uma serpente
OS BRAÇOS: asas de um pássaro
voando, serpente se movimentando
AS MÃOS:
representam as flores, os peixes, o ar, a água, o fogo. É onde se expressa a
graciosidade da bailarina
O BUSTO: é
onde está a sensualidade, mas também o amor maternal
OS OMBROS: dão
ritmo mágico à dança
O VENTRE:
pulsa, vibra, ondula, mostrando a magia de gerar uma vida
A SINUOSIDADE
(quadris e tronco): desperta o inconsciente, revela emoções reprimidos e libera
a energia vital da mulher
OS PÉS:
desenham no solo os símbolos sagrados
OS OLHOS: mostram a força magnética da
conquista
CAMELO: correr
das águas
SHIMIES: fogo,
o despertar da kundaline (nossa serpente de fogo adormecida na base da coluna)
REDONDÃO DE QUADRIL:
força da Mãe Terra
MOVIMENTOS
PASSOS
A Dança do Ventre possui uma infinidade de movimentos e de demonstrações
maravilhosas. Há um segmento da linha de aprendizado esotérica que separa os
ritmos em dois: lunares e solares.
Os lunares são os movimentos ondulados e redondos. Já os solares são os bem
marcados como batidas de quadril, shimie e pulsação do ventre.
REDONDO
PEQUENO
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- Girando o quadril encolhendo e soltando a barriga,
mantendo-o no mesmo lugar.
REDONDO
MÉDIO - sem alternar os joelhos projete o quadril para
frente, lado, atrás outro lado, reproduzindo um pequeno círculo.
REDONDO
GRANDE - igual ao anterior porém a projeção para trás é
maior.
OITO
AMERICANO PARA A FRENTE
- Coloque o quadril para o lado e torça levemente para frente, leve o quadril
para o outro lado,(sem levantar o calcanhar), desenhando um oito deitado ao
chão.
OITO
AMERICANO PARA TRÁS
- igual ao anterior só que torcendo o quadril para trás após a lateralização do
mesmo.
OITO EGÍPCIO
OU PARA CIMA
- Leve o quadril para o lado em seguida para
cima levantando suavemente o
calcanhar para subir o quadril.
OITO MAIA OU PARA BAIXO - Elevando o quadril para cima e em seguida leve para o lado descendo
o calcanhar lentamente. Suba ou outro lado e leve o quadril para fora, mesmo
lado que você subiu.
BATIDA LATERAL -
transfira o peso de um lado para o outro do quadril, produzindo batidinhas (
como a que usamos para fechar a porta do carro) para os lados.
SHIMIE - São as batidas
de quadril feitas contínua e rapidamente para cima.
TREMIDO DE QUADRIL -
Flexiona-se os joelhos levemente e alterna-os rapidamente produzindo um tremor
em todo o corpo com ênfase na barriga.
TREMIDO DE PEITO -
Sacode-se os ombros de um lado para o outro rapidamente. Todos os movimentos que
envolvem peito/busto, devem ser feitos com cuidado para não vulgarizar a dança.
BÁSICO EGÍPCIO - Em
posição ereta coloca-se uma perna em frente a outra. A da frente fica sempre em
meia ponta alta. Então sobe-se o lado do quadril que tem a perna à frente,
baixa, sobe e chuta com o pé. Pode ser feito lento ou rápido. Dele há variações
para acompanhar os ritmos, como subindo e descendo o quadril sem chutar, etc.
SOLDADINHO DE CHUMBO
- Em posição ereta coloca-se as pernas lateralmente, e imagine que ambas estão
engessadas e que vc precisa andar com elas assim. O resto do corpo não pode
acompanhar o movimento. Para facilitar faça em meia ponta altíssima. Quando já
conseguir definir a musculatura envolvida, comece a praticar com os dois pés no
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chão e sempre primando pela força do movimento. OBS: a tensão NÃO pode ficar
visível no restante do corpo, tronco, braços e face relaxados.
PEITO / BUSTO -
É possível fazer vários desenhos com os seios, as vogais, o oito na vertical e
horizontal, arcos, círculo e a letra "s".
PESCOÇO - É o movimento
que se faz com a cabeça deslocando-a para um lado e para o outro ou ainda
produzindo um círculo.
TWIST - Coloque uma
perna em frente á outra, transfira o seu peso para a perna da frente, depois
para a de trás, quando for à frente, faça uma torção(movimento de rotação)leve
para dentro.
Agende
uma aula particular ou
entre em contato para ter informações da próxima formação de turma
Ou acesso nossa
seção de cursos e veja se já há alguma agendado!
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ORIGEM DA DANÇA DO VENTRE

Não se pode ter certeza da sua real origem. Há muitas teorias sobre, uns dizem que ao nascer no antigo Egito em danças rituais da idade da pedra, nas religiões que cultivavam a grande deusa, outros na India e que lá foi difundida pelos ciganos no Ocidente. Acredita-se também que a dança existiu como forma de arte nas cortes do império romano e mais tarde no império da Turquia. Nessa época a dança pode ter se espalhado por todos os países árabes. Os registros existentes são de difícil interpretação pois a dança é uma arte visual e o que se tem é a visão subjetiva do telespectador que a assiste. De qualquer forma, uma pequena estatueta do século II d.C. mostra uma dançarina em pose típica de dança oriental, tocando instrumentos antecessores aos snujs que a bailarina toca nos dias de hoje.
A dança oriental está relacionada com diferentes ciências: antropologia, arqueologia, história, religão e alguns fins terapêuticos. A dança integra, a cultura orienta. Ambas, música e dança são parte do dia a dia no mundo árabe, pessoas se encontram, tocam e dançam habitualmente. A dança e a música tradicional são também elementos importantíssimos em ocasiões especiais como, casamentos relacionadas principalmente com alegria e festividades. São nestas ocasiões que podemos apreciar e aprender a forma de vida, perfil e crenças do povo.
Mitos e Verdades
1. NÃO TENHO MAIS IDADE PARA DANÇAR! - É uma dança para todas as idades e todos os tipos físicos. Engana-se quem idealiza que para se dançar, é preciso ser nova e esbelta. Em alguns países árabes as mulheres mais "cheinhas" e mais velhas são consideradas as melhores bailarinas, por já possuírem bastante experiência de vida e poder transmiti-la na dança. Possuem mais capacidade de realizar uma "Interpretação Musical";
2. BELEZA - Na dança do ventre não existe mulher feia. As roupas, os movimentos, as maquiagens exóticas e o que você passa ao público enquanto dança, deixam-na mais bonita, sensual, atraente...;
3. ACREDITE EM VOCÊ - Se tem dificuldades em realizar um passo, é só uma questão de tempo que você vai conseguir. A assimilação dos movimentos varia muito de mulher para mulher;
4. CONFIE EM SUA PROFESSORA - Conte a ela o que está mudando em seu corpo e na sua vida depois que começou a dança. As professoras do Luxor estão treinadas para cuidar da sua pessoa e do seu bem estar;
5. EU NÃO DANÇO BEM! - Dançar bem está ao alcance de todas. Exige treinos constantes; estudar ritmos; ouvir muita música; entregar-se totalmente à dança. Converse com o público através de seu corpo. Procure interpretar a melodia com movimentos adequados, principalmente expressões faciais. Leve alegria, graça, sensualidade e respeito as suas apresentações;
6. TOTAL INTERAÇÃO - É uma dança que exige espiritualidade, inspiração, concentração e interação da bailarina com ela mesma, com os músicos, com a música, com os movimentos, com o ambiente e com o público. Faz você esquecer de qualquer coisa ruim que lhe aconteceu;
7. A DANÇA É UMA ARTE - É considerada uma arte porque veio da Arte Religiosa Egípcia, é a expressão mais profunda da compreensão que os egípcios tinham do mundo. Essa dança é uma representação do conhecimento feminino do mundo;
8. É CONSIDERADA UM EXERCÍCIO COMPLETO - Considerada completa porque trabalha todos os grupos musculares do corpo. Isso só se sua professora estiver sempre trabalhando os movimentos da dança, combinados com exercícios de força, resistência muscular, sustentação, leveza e equilíbrio;
9. AJUDA A EMAGRECER - Faz você perder por volta de 300 calorias por hora, porque é um exercício aeróbico, utiliza-se muito oxigênio para a queima de gordura. O resultado só acontece caso você dance uma hora sem parar pelo menos 3 vezes na semana - como qualquer outro exercício aeróbico;
10. DEFINE SEU CORPO - Além de ajudar a emagrecer, define seu corpo, afina sua cintura. Às vezes temos a impressão de que os quadris aumentaram, isso acontece em virtude da cintura afinar. Para quem já é magra não há preocupação: a dança irá apenas definir melhor o seu corpo e fazer você nascer de novo;
11. ENRIJECE O BUMBUM - E também as coxas e a musculatura abdominal;
12. NÃO DÁ BARRIGA - Este é o mito mais comum, muitas mulheres deixam de praticar a dança por este motivo que é uma grande mentira! O mito existe porque nos países de sua procedência, culturalmente, as mais gordinhas são mais apreciadas na dança. Pelo contrário, a dança enrijece os músculos abdominais, trabalha a força e a elasticidade dos músculos abdominais, usando as ondulações dos quadris que adquirem um formato levemente arredondado - como o de um violão, bem feminino;
13. COLUNA - Como o corpo não está acostumado com determinados movimentos, é normal, mesmo para quem não tem problema na coluna, sentir um pouco de dor nas costas. Caso estas dores perdurem você deve procurar um médico e deve também avisar a professora. Ela vai tomar cuidado ao lhe passar determinados movimentos. Na dança existem inúmeros movimentos belíssimos e permitidos para quem tem algum problema na coluna e você poderá dançar confortavelmente;
14. ELEVA A AUTO-ESTIMA - Promove o autoconhecimento e o despertar da mulher interior - sua Deusa Interior - você passa a sentir-se bem com você mesma e percebe o quanto é atraente, madura e tranqüila. Descongestiona os chakras e plexos através da canalização da energia vital;
15. SEXO - Descontrai e liberta um erotismo saudável, sem vulgaridade e sem culpas.
Como lidar como a sensualidade na Dança do Ventre
A dança do ventre é proveniente de um ritual sagrado e está ligada aos ritos de fertilização. Era realizado nos templos sagrados em homenagem a Ísis, Deusa da Magia e dos Mistérios, onde as sacerdotisas, devido a sua natureza feminina e receptiva, eram responsáveis pela abertura de um canal para o plano espiritual interior. Assim a energia feminina começava a se manifestar.
A proposta é passar a você uma nova postura de consciência de vida através desta dança. Tornar-se mais feliz quando, em vez de irmos levando nossas vidas, termos a sabedoria de dançá-la. Como na prática desta dança, caso erremos no percurso de nossas vidas, podemos treinar mais e "dançar" novamente.
Você que pratica a dança, já teve a oportunidade de entrar em contato com alguns benefícios que ela propõe, inclusive no aumento de sua sensibilidade, no que diz respeito à sua sensualidade. A maioria das mulheres que começa a fazer dança do ventre vem buscar essa sensualidade, às vezes até exagerada.
Aconselhamos que não busquem somente isso, pois irá colher apenas as migalhas que a dança oferece, e esta sensualidade tornar-se-á vulgar no dia-a-dia.
Para lhe ajudar, estabelecemos algumas definições para sua reflexão:
A Dança do Ventre coloca a mulher em contato com as energias cósmicas;
É uma maneira da mulher moderna não sentir solidão;
É uma das raras atividades humanas em que a mulher se sente totalmente engajada: corpo, espírito e coração;
Dançar com o ventre é estabelecer uma relação ativa entre a mulher, a natureza e sua força criadora;
Quando o ventre se mexe, se estabelece a comunicação do êxtase;
É o entusiasmo da vida;
É sentir a presença de Deus.
É claro que não podemos negar e nem esconder a sensualidade aflorada pela dança, mas ela deve andar paralelamente com outros benefícios para lhe deixar uma mulher mais feliz e completa, assim como a despertar a sua grande Deusa.
Aquela que sabe compreender a verdadeira dança sagrada, como se realizava nos grandes Templos Sagrados, conhece o caminho que liberta da ilusão individualista, pois a dança é a sua própria natureza, é o descobrimento de todo o seu SER.
Fonte: www.luxordancadoventre.com.br
Origem da Dança DO vENTRE
História e Origem
A Dança do Ventre, desenvolveu-se entre os primeiros povos a habitarem a Ásia menor, inicialmente como dança religiosa sob o matriarcado como forma de representação e adoração à Deusa Inanna ou Astarte, a grande deusa-mãe-terra e posteriormente como forma de aprendizado e entretenimento entre mulheres.
Limitar a origem e o desenvolvimento da dança do ventre ao Egito é um equívoco tão grande quanto restringir seus movimentos apenas à área do abdômen.
A dança do ventre trabalha o corpo feminino como um todo. Seguindo a trajetória da evolução, cada povoado adaptou a dança sagrada (sua estrutura de movimentos, vestimenta, ritmos e coreografia) segundo seus costumes e crenças.
Acredita-se que essa dança tenha sido criada visando reproduzir através de movimentos variados: os quatro elementos (água, fogo, terra e ar) animais sagrados como; a serpente (símbolo da Deusa–mãe-terra) cataclismas como: terremotos, maremotos e etc. além de todo o ciclo que envolve a fertilidade feminina e a concepção da vida. Dançarinas do antigo Egito adornavam seus quadris com sementes que ao serem chacoalhadas emitiam um determinado som para cada movimento. Percebemos que desde então o corpo é o maior instrumento da dança oriental, só ele tem a capacidade de materializar a música árabe.
Ao longo do tempo pelo processo de mistura entre culturas causado pelas constantes guerras, invasões ou simplesmente pelas visitas freqüentes de povos nômades, a arte da dança oriental foi divulgada e assimilada por todo o oriente antigo.
Em 1798, Napoleão Bonaparte teve seu primeiro contato com a dança oriental em sua primeira expedição científica ao Egito, através da recepção fraterna e festiva de Gawazys, dançarinas profissionais dos povos Tiziganes durante a ocupação de suas tropas sobre o cairo. Bonaparte, impressionado com os curiosos movimentos abdominais das dançarinas referiu-se pela primeira vez à dança oriental, como “danse du ventre” ou seja, dança do abdômen, “Dança do Ventre” a forma como a conhecemos até hoje.
Existem duas Categoria de dança do ventre
Racks Baladi: Dança popular, passada de mãe para filha, cuja estrutura de passos é bem elementar.
Racks Sharki: Dança oriental, profissional, dança cheia de técnica e de movimentos refinados.
O que é Dança do Ventre
Louvai a Deus em seu santuário,Louvai-o no firmamento de sua força,Louvai-o por seus grandes feitos,Louvai-o por sua imensa grandeza,Louvai-o com o clangor do clarim,Louvai-o com harpa e com cítara,Louvai-o com tambores e dança,Louvai-o com alaúde e flauta,Louvai-o com retumbantes címbalos,Louvai-o com címbalos de aclamação,Que tudo que respira louve o senhor!!!(Salmos, 150).
“A palavra dança” vem do sânscrito tanha, que significa alegria de viver, enquanto o árabe raks e o turco rakkase ambos derivados do assírio rakadu, têm o significado de celebrar.
A dança do ventre é uma forma de expressão corporal e emocional com mais de 5.000 anos de existência e que compreende em sua estrutura improvisação, criatividade, independência e compreensão rítmica.
Nos períodos neolítico e paleolítico da pré-história, foram encontrados no interior de cavernas traços de uma dança feminina onde o movimento dos quadris era destacado. Nesta época as mulheres desempenhavam um papel muito importante nas tribos justamente por que a capacidade de gerar e dar a luz era considerado um ato mágico.
Foram encontradas nas escavações as chamadas “Vênus”, pequenas estatuetas esculpidas com contornos femininos que surgiram para comprovar a existência da divindade feminina Innana, Ishtar – Deusa Mãe Terra.
Sabe-se que nessa época essas estatuetas eram fincadas no chão e ao seu redor desenvolviam-se rituais ligados à fertilidade onde a dança feminina era destacada por seu caráter mágico e sagrado.